terça-feira, 3 de maio de 2016

Arquétipos - 1

Arquétipos - 1



     Os arquétipos estão para além do plano dos conceitos, para além de nós mesmos.
    O que nos aproxima um pouco do que ele representa são as expressões e simbologias que os mitos já nos sinalizavam com seus mitologemas, a sua complexidade e riqueza de expressões imagéticas que se misturam entre a realidade e fantasia,  perdendo-se no tempo e espaço de nosso inconsciente, posto que a nossa consciência não dá conta de todo este conteúdo recheado de imagens primordiais que estão contidas no inconsciente coletivo.
  Eles aparecem, muita das vezes, em forma de projeções de nossos conteúdos inconscientes que se modificam através da conscientização e percepção individual que  vamos experienciando no decorrer de nossa vida, onde vamos tentando entender sua simbologia e ilogicidade, transpondo-as para uma linguagem organizadora e lógica, na tentativa de estruturar o nosso Ego.
  A projeção mais a integração de seus conteúdos nos ajuda a ter uma relação mais próxima com a realidade do mundo que vivemos, dando subsídios ao Ego para que ele transcenda sua força “opositora”- a sombra, e saia vencedor, dando funcionalidade e unificação aos conteúdos da Psique.



Jane

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Poesia : Mistério dos pássaros



Restos, cacos
Ninguém escuta, o olhar perdido
Homens que passam
Dores que se encontram
Estrelas dizem que iluminam
Homens  dizem que querem paz
Vivem a guerra
Ah! Inocente coração !

Amor que sangra
Sangue que não seca
Ninguém, oculta mais as lágrimas
O grito de dor é confesso
A alegria se esconde no canto dos lábios,
Seguir a diante é a meta
Mas como se atrás sorrisos congelaram ?
Caminhos  indicam notas musicais a seguir, que se ordenam em sinfonias que nos garantem a paz.
Qual a melhor música,?
Despertar a consciência para expandir do barulho de uma  nota só de arrogância,   ao silêncio interior.

Quero as quatro estações ! 

Ah! Um recanto de paz !
Uma notícia doce na melodia do telejornal.
Parece tão distante esta voz. Só ouço ruídos como pano de fundo de estilhaçar de balas, bombas, choros, rostos tristes , retirantes cobertos por andrajos, cidadãos do mundo, constrangidos a territorialidade que o poder limita .
Insensatez.

Os olhos suplicam aos céus, por sonhos de felicidade.
Uma brisa suave, um vento perfumado por sândalo dos jardins do céu.
O pão é repartido,
A mãe abraça o filho,
Encontro na ancestral roda  a rodopiar ante os pássaros  que assistem o arco- íris que nos revelam  o grande mistério :

A luz refratando  a  chuva que  goteja,  revela cores diferentes  como um  estojo de aquarela, oferece  espaço e  luz  para que a cor da outra apareça a partir da sua, dando colorido ao céu , antes tão cinzento.

Quem melhor que os pássaros para ensinar este milagre da natureza ?
Momento de beleza , e de  cantar o maior dos cantos.

Silêncio.

Jane